Momento de Poesia
O Vento
Desesperado alguém correndo
Fugindo do vento que lá vem,
Tão veloz que a gente nem fica vendo
A velocidade que ele tem.
Às arvores vai acenando
Como que a dizer adeus,
Ficam as nuvens pairando
Suspensas lá nos Céus.
Vais os ramos desfolhando
Deitando as folhas pelo chão,
Desnudados vão ficando
Esperando o próximo verão.
Vento feroz e audaz
Sem ter amor ou feição,
Deixando para traz
Aquilo que nos deu o verão.
As arvores dizem adeus
Aos seus ramos tão queridos,
Que pelos braços teus
Ficaram no chão estendidos.
Não estragues as plantas
Do meu querido jardim,
Não corras porque te cansas
Deixa as flores para mim.
Espera, vai de vagar
Tens muito tempo para o fim,
Não tens o direito de estragar
O que Deus criou para mim.
Autor João Alegria Rodrigues

