Momento de Poesia
A Chuva - 1
Pela vidraça da janela não aberta
Fico olhando a minha rua deserta
Triste, molhada e tão sozinha;
E as pessoas que passam por ela
Acham que ela é muito bela
Mesmo em tempo de chuvinha.
Fico vendo a chuvaque cai
E por isso ela sempre vai
Molhando os telhados da cidade;
Até as velhas calçadas
Ficam luzidias e molhadas
Porque da chuva tinham saudade
Na chuva fria deste outono
Todas as ruas ficam ao abandono
Sem gentes a passar por elas;
Todos andam com imensa pressa
Na rua, jardim ou travessa
Na avenida, no largo e nas vielas.
Chuva que vai molhando o chão
Mas que enriquece o coração
De todos nós que precisamos dela;
É uma bênção da própria natureza
E para a terra uma forte riqueza
Por isso não há coisa mais bela!
Autor: João Alegria Rodrigue
A Chuva 2
Bate a chuva na minha janela
E eu vejo através dela
As pessoas que vão na rua
Vestindo os seus agasalhos
Correndo para os trabalhos
Porque a vida continua.
Cai a chuva no carreiro
Cai chuva no canteiro
Que eu tenho no quintal
Cai a chuva em Janeiro
Mas também cai primeiro
Pelo tempo do Natal.
A chuva que quando desejada
Mesmo no caminho ou na estrada
Tem sempre quem a aprecie
Venha ela depressa ou devagar
Ficamos todos a esperar
Que ela a todos beneficie.
Chuva que cai miudinha
Logo pela manhãzinha
Para amolecer nossos campos
És o ouro das nossas terras
Escureces também as serras
Não lhes tirando seus encantos.
Chuva que no outono apareces
E que de todos nós mereces
Um aplauso muito forte;
Transformas o seco em molhado
Criando o pasto para o gado
Desde o centro até ao norte.
Até o simples aldeão
Que te espera para que o pão
Nos campos possa a crescer;
Te deseja com ansiedade
Pois dele és aquela verdade
Para que ele possa sobreviver.
Autor: João (Alegria) Rodrigues

