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14
Mai21

Momento de Poesia

Alegria

 

Prece do "Coração"

 

Ludíbrio das vagas, que agita a procela

Em noite de trevas, no oceano ao fragor,

Na terra uma praia, no espaço uma estrela,

O nauta, prostrado, te pede, Senhor!

    Que, se é triste, mais triste é por certo

    Se, no último instante do nosso existir,

    Olhando o horizonte, de nuvens coberto,

    De esperança uma estrela não vemos luzir.

Nas vagas da vida, meu barco perdido

Errante navega, sem norte, sem luz,

Não sei por que ventos me sinto impelido,

Não sei a que praias o mar me conduz.

    Sulcando estas ondas, eu vejo, a meu lado,

    Cruzarem-se afoitos mil outros também;

    Os ventos dirigem seu curso apressado,

    Na esteira que eu sigo...mas passam além.

E eu...Que viagem! Que triste destino!

Que vida, ai, que vida meu fado me de!

Vogar incessante, sem rumos, sem tino!

Rodeado de trevas, na terra e no Céu!

     Senhor! novo nauta no oceano da vida,

     Se as águas furiosas me têm de tragar,

     Oh! dá-me que em antes da extrema partida

     A estrela que eu sonho me venha animar.

Que a veja um momento, no espaço fulgindo,

O astro doirado, que em sonhos eu vi!

Quem não amou nunca, da vida partindo

Mal pode, ao deixá-la, dizer: já vivi.

 

Aquele Velhinho

 

Naquele banco de jardim

Com os olhos postos em mim

Está um velhinho sentado

Com ar triste e cansado

Sorriu e disse-me assim.

 

 Contou-me ele que um dia

Teve muita saúde e alegria

Mas agora tudo isso lhe faltou

E a vida dele se mudou

Transformando-se em agonia.

 

Disse-me então com tristeza

Foi assim que a Natureza

Ditou o meu caminho

Vivo só e sem carinho

Sozinho sentado à mesa.

 

Não tenho por quem chamar

Nem à noite nem ao levantar

A família já não existe

Só este banco que é tão triste

Me ajuda a vida a passar.

 

Esta vida de abandono

Que me vai tirando o sono

Pensando na família que tive

E que para mim já não vive

E me lançou no abandono.

 

Vós que sendo simples mortais

Se ainda tendes vossos pais

Dai-lhes carinho e afeição;

Pois neste mundo de ilusão

Podeis passar por coisas tais.

 

Autor: João (Alegria) Rodrigues

 

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