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18
Jul07

MOMENTO DE POESIA

Alegria

      

         A Romeira
- Onde é que vais tão garrida,
Lenço azul, saia vermelha;
Pareces mais crescida
Ai, filha, fazes-me velha!
    Mas... ainda agora eu reparo
    Cordão novo e arrecadas!
    Onde vais nesse preparo
    E com estas madrugadas?
- Onde vou? À romaria
Da Senhora da Bonança.
Querem ver que não sabia
Que era hoje? Ai que lembrança!
    - Que queres tu, rapariga,
    Se toda a minha canseira
    É fiar a minha estriga
    Ao canto desta lareira.
 
Ora o Senhor vá contigo!
- Fique em paz minha madrinha.
- A casa voltes sem perigo,
Olha lá, vem à noitinha!
    - Ai venho logo às trindades:
    Que é que quer que eu lhe traga?
    - Como me levas saudades
    Tras-me saudades em paga.
- Pois trarei e até à vinda,
Adeus que há muito amanhece.
- Vai, que romeira tão linda
É que lá não aparece.
     (Poesias de Julio  Dinis  1857)
09
Jul07

MOMENTO DE POESIA

Alegria
       Suprema Luz
Vai coração,  vai pelo mundo além
e ao ouvires uma voz por ti chamar
queda-te aí suspenso, a enxugar
as lágrimas que vires  no rosto de alguém.
      A tua mão amiga e piedosa
      estende-se ao recanto mais distante,
      onde ecoar o grito mais alucinante
      ou se oculte uma dor silenciosa.
E se vires uma cruz por entre escombros
a ser arrastada em sangue, em prostração,
renova em ti as forças, coração
e ajuda-a a levar sobre os teus ombros.
     Não tenhas medo, não, do sangue derramado
     por onde  passares a Luz do Bem
     mesmo que em troca recebas o desdém,
     mesmo que fique tu depois sangrado.
Rasga-te em caridade e carinho
e com todos reparte o teu amor,
Sê como que uma benção do Senhor
a semear estrelas no teu caminho.
     Faz de ti uma fonte cristalina
     a refrescar a sede a toda a gente,
     uma brisa que afague, docemente
     como uma branda aragem matutina.
Seja uma chama de ouro o teu sofrer
seguindo Deus em seus Divinos passos
Acolhe o mal do mundo em teus braços
verás que vale a pena viver.
      O tempo mata a ilusão mais terna
      e tudo é pó e cinza, vida além,
      Só a suprema luz - Luz do Bem
      só essa coração, é  que é eterna.                 
                                João Rodrigues                     
     
04
Jul07

MOMENTO DE POESIA

Alegria

   

        O Cair da tarde
    Cai a tarde,
Nas planicies portuguesas
   E regressam do trabalho,
as raparigas;
Cai a tarde! Saudades e tristezas
    Vêm os olhos, vêm as bocas
em cantigas.
    Cai a tarde!
E desde o Minho ao Alentejo,
   Sobe às almas uma doce
nostalgia;
   De um indizivel e suavissimo
desejo,
   Vendo o Sol, o lindo Sol em agonia.
Oiço ao longe os orfeónicos descantes,
    do bom povo das aldeias campesinas,
Almas puras, almas simples
    mas amantes,.
pelos caminhos, soltam vozes
    peregrinas.
Cai a tarde!
    O Céu ao longe se arroxeia
volta a casa o povo bom, trabalhador,
   Sobe o fumo dos casais de cada aldeia,
dentro delas, reina a paz e o amor.             
      João Rodrigues                         
                                                                                            
  

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