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27
Abr07

POESIA

Alegria
        Amargura 
 
Boca breve, botão de rosa,
Riso alegre, cheio de encanto,
De que serve ser  formosa
Se ela mente , mente tanto.
     O riso e o pranto,
     A mágua e a dor,
     O beijo e o canto,
     Traduzem "Amor"?.
Do riso estudado
Ao espelho senhoril...
Acautela-te, tem cuidado
Que não passa de um ardil.
     Qual dos sonhos nos conduz,
     Ao caminho da felicidade;
     Tudo é sombra, nada é luz,
     E o amor é falsidade.
Ouço falar da saudade...
Quem a sente... quem a tem?
Eu só conheço a maldade...
E direi seja a quem fôr,
Que saudade e amor,
Só da minha santa "Mãe".
     João Rodrigues      (Alegria)
19
Abr07

MOMENTO DE POESIA

Alegria
   Prece do "Coração"
 
Ludíbrio das vagas, que agita a procela
Em noite de trevas, no oceano ao fragor,
Na terra uma praia, no espaço uma estrela,
O nauta, prostrado, te pede, Senhor!
    Que, se é triste, mais triste é por certo
    Se, no último instante do nosso existir,
    Olhando o horizonte, de nuvens coberto,
    De esperança uma estrela não vemos luzir.
Nas vagas da vida, meu barco perdido
Errante navega, sem norte, sem luz,
Não sei por que ventos me sinto impelido,
Não sei a que praias o mar me conduz.
    Sulcando estas ondas, eu vejo, a meu lado,
    Cruzarem-se afoitos mil outros também;
    Os ventos dirigem seu curso apressado,
    Na esteira que eu sigo...mas passam além.
E eu...Que viagem! Que triste destino!
Que vida, ai, que vida meu fado me de!
Vogar incessante, sem rumos, sem tino!
Rodeado de trevas, na terra e no Céu!
     Senhor! novo nauta no oceano da vida,
     Se as águas furiosas me têm de tragar,
     Oh! dá-me que em antes da extrema partida
     A estrela que eu sonho me venha animar.
Que a veja um momento, no espaço fulgindo,
O astro doirado, que em somhos eu vi!
Quem não amou nunca, da vida partindo
Mal pode, ao deixá-la, dizer: já vivi.
 
11
Abr07

MOMENTO DE POESIA

Alegria
     A Esmola do Pobre
Nos  toscos degraus da porta
De Igreja rústica e antiga,
Velha, trémula mendiga,
Implorava compaixão.
Quase um século contado
De atribulada existência,
Ei-la, enferma e na indigência,
Que à  piedade estende a mão.
   Duas crianças brincavam
À distância na alameda;
Uma trajava de seda,
Doutra humilde era o trajar.
Uma era rica, outra pobre;
Ambas louras e formosas;
Nas faces a cor das rosas,
Nos olhos o azul do ar.
  A rica ao deixar os jogos,
Vencida pelo cansaço,
Viu a mendiga, e ao regaço
Uma esmola lhe lançou;
Ela recebeu-a, e a criança
Que a socorre compassiva
Em prece fervente e viva
Aos anjos encomendou.
  Dum ligeiro sentimento
De vaidade possuida,
A criança mal vestida
Disse à do rico trajar:
- "O prazer de dar esmolas
"A ti e aos teus não é dado;
"Pobre como és coitado!
"Aos pobres o que hás-de dar?"
  Então a criança pobre,
Sem mais sombra de desgosto,
Tendo o sorriso no rosto,
Da igreja se aproximou;
E após, serena, em silêncio,
Ao chegar junto da velha,
Descobrindo-se, ajoelha
E a magra mão lhe beijou.
  E a mendiga alvoraçada,
Ao colo os braços lhe lança,
E beija a pobre criança,
Chorando de comoção.
É ssim que a caridade
Do pobre ao pobre consola.
Nem só da mão sai a esmola,
Sai também do coração.

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