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02
Set21

Momento de Poesia

Alegria

Uma Recordação

 

Lembra-me ver-te ainda infante,

Quando nos campos corrias

Em folguedos palpitantes;

Eras bela! e então sorrias.

 

Depois, na infância eras inda,

Junto ao cadáver rezavas

De tua mãe com dor infinda;

Eras bela! e então choravas.

 

Num baile vi-te valsando

Da juventude nos dias,

Todos de amor fascinando;

Eras bela! e então sorrias.

 

Dias depois encontrei-te

Nos céus os olhos fitavas;

Sem me veres comtemplei-te;

Eras bela! e então choravas.

 

Quando ao templo caminhando

Entre flores e alegrias,

De esposa a vida encetando,

Eras bela! e então sorrias.

 

Quando na campa do esposo

Com teu filho ajoelhavas,

Grupo inocente e saudoso!

Eras bela! e  então choravas.

 

 

 

 

 

Num ataúde deitada

Eu te vi em breves dias,

Mimosa flor desfolhada!

Eras bela! e então sorrias.

 

Sorrindo, na vida entras-te,

Sorrindo deixas-te a vida;

Alguma flor que encontras-te

A espinhos a vis-te unida.

 

Sim, às vezes tu sorrias,

E os sorrisos o que são?

Quase sempre profecias

Das penas do coração.    

  

        Julio Diniz    (1857)

 

Sabemos que a vida é bela

 

Sabemos que a vida é bela,

Mas c'uma seringadela

Sempre fica bem melhor,

E para que haja algo de novo,

E' preciso que o Zé- Povo

Seja o seu seringador

 

E assim sempre a seringar

E o cinto a apertar,

pouca é a longevidade,

Co trabalho a escassear

E' a crise a apertar

valha-nos a caridade

 

As promessas vão surgindo,

E o povinho vai sorrindo

Tentando acreditar

Ouvem-se os galos cantando,

Para quem os vai escutando

No poleiro os colocar

 

Falta o leite ,falta o pão

Nos bolsos do cidadão

So' o cotão permanece

Mas quando há futebol

O euro sempre aparece

 

Mas por respeito a quem manda

O Zé nem que ande de tanga

Vive a rir e dar ao pé

pois se há coisas menos belas

Contentam-se a ver as estrelas

dos fundos da C-E-E......

29
Ago21

Momento de Poesia

Alegria

A Rotunda do Marquês

 

Oh! Marquês de Pombal

Se cá viesses outra vez

Verias a confusão tal

Que se gerou em Portugal

Com a Rotunda do Marquês.

 

A Confusão era tamanha

A certas horas do dia

Que a gente até apanha

Amor a tal façanha

E sente agora mais alegria.

 

Muita polémica causou

Este túnel da confusão

Mas digo-vos até estou

Agora que por lá vou

Mais contente do coração.

 

Agora meus amigos

É circular com muita atenção

Para não poder causar

Quando por lá passar

Problemas na circulação

 

Autor: João Alegria Rodrigues

 

 

 

29
Ago21

Momento de Poesia

Alegria

A Flor da pele

Vou deslizando meus dedos por essa estrada sedosa,

Em cada curva que passo, um odor, novas surpresas:

É tua pele macia, horizonte de belezas,

Delícias de minha vida, companheira, saborosa...

 

Em tua cútis, a boca rastejo, de sul a norte,

Provocando em cada pêlo um gostoso arrepio,

E sinto que te contorces como a gazela no cio,

E te envolvo, faminto, e te abraço bem forte...

 

Inexplicáveis momentos de ternura, de paixão,

De corpos embriagados, em transe de comoção,

Com gemidos e suspiros saltando à flor da pele...

 

E prossigo no caminho de mistérios tão infindos,

Amando teu ser completo, fitando teus olhos lindos,

Até que afinal, num beijo, meu prazer tua boca sele...

 

 

A INSENSATEZ

 

Ah, insensatez que você fez

Coração mais sem cuidado

Fez chorar de dor o seu amor

Um amor tão delicado

 

Ah, por que você foi fraco assim

Assim tão desalmado

Ah, meu coração, quem nunca amou

Não merece ser amado

 

Vai, meu coração, ouve a razão

Usa só sinceridade

Quem semeia vento, diz a razão

Colhe sempre tempestade

 

Vai, meu coração, pede perdão

Perdão apaixonado

Vai, porque quem não pede perdão

Não é nunca perdoado.

 

 

28
Ago21

Momento de Poesia

Alegria

Sabemos que a vida é bela

 

Sabemos que a vida é bela,

Mas c'uma seringadela

Sempre fica bem melhor,

E para que haja algo de novo,

E' preciso que o Zé- Povo

Seja o seu seringador

 

E assim sempre a seringar

E o cinto a apertar,

pouca é a longevidade,

Co trabalho a escassear

E' a crise a apertar

valha-nos a caridade

 

As promessas vão surgindo,

E o povinho vai sorrindo

Tentando acreditar

Ouvem-se os galos cantando,

Para quem os vai escutando

No poleiro os colocar

 

Falta o leite ,falta o pão

Nos bolsos do cidadão

So' o cotão permanece

Mas quando há futebol

O euro sempre aparece

 

Mas por respeito a quem manda

O Zé nem que ande de tanga

Vive a rir e dar ao pé

pois se há coisas menos belas

Contentam-se a ver as estrelas

dos fundos da C-E-E......

16
Ago21

Momento de Poesia

Alegria

O Cântico dos Cânticos

do livro "Vilhena"

 

   Em tempos que já lá vão

Na velha rua das Trinas,

Entrava-se por um portão

Para uma casa de meninas.

 

   Foi ali que debutou

A heroínas desta história,

Que no fado se finou

(Deus a tenha em sua Glória).

 

   Chamava-se Sulamina;

E as doces carícias dela

Levavam os homens ao céu

(Afirmava a clientela).

 

   Quando veio aquele decreto

Liquidando lupanares,

Mudou-se para poiso incerto;

Passou a viver nos bares.

 

   É bela a vida dos bares

"Boites" e cabarés;

Mas, fazer ofício disso,

Muito agradável não é.

 

  Veio-lhe um dia a ambição

De ter a sua casinha,

Com cama para dormir

Onde dormisse sozinha.

 

E ter um colchão de molas,

Guarda - fatos e psiché;

Esquentador e fogão,

Quarto de banho e bidé.

 

  Não viver mais em pensões;

Acabar com aquele fadário;

Ser dona de casa sua,

Montada por um otário.

 

   Andava com esta fisgada

Quando um dia encontrou

O banqueiro Salomão

A quem logo se atirou.

 

   Combinaram encontrar-se,

Longe da vista das gentes,

Numa pensão "muito limpa,

Com águas frias e quentes".

 

   E, já com a determinação

De extorquir o dinheiro

Ao otário Salomão

Cantou-lhe o "Canto Primeiro". 

 

 Canto Primeiro

  Beija-me com beijos da tua boca,

Põe uma toalha no abat-jour lilás,

Nos teus braços eu fico como louca,

Desaperta esse colchete atrás.

 Atencioso Salomão,

Desapertou-lhe o colchete;

E a blusa dela tombou

Para cima do tapete.

 Estava um pouco nervoso

Ao descobrir tanto encanto,

Sulamina aproveitou-se:

Cantou-lhe o “Segundo Canto”.

 Canto Segundo

  As minhas pernas fremem de desejos,

Apalpa aqui; repara como estou.

Para um bocadinho com os beijos...

Sai o fecho da saia que enguiçou!

 Muito habilidosamente,

Salomão, já mais ousado,

Em menos de três segundos,

Abriu o fecho enguiçado.

 A saia dela caiu

E foi caindo mais roupa.

Quanto mais roupa caía

Mais crescia a água na boca.

  Vendo a perturbação

Que dominava o parceiro.

Não esteve com mais aquelas;

Cantou-lhe o "Canto Terceiro

 Canto Terceiro

  Tu inebrias como um cacho de uvas

Sumarento das vinhas de Egandi.

Existem recônditos em meu corpo

Que guardei e reservo para ti.

 Ao mesmo tempo tirava

A combinação rendilhada.

Salomão apatetado,

Estava sem dizer nada.

 Pois, situação como esta,

Embora seja frequente,

Põe-nos um nó na garganta

Que trava a fala da gente.

 E, naquele jogo insensato,

Dominando a situação,

Reduziu a um farrapo

O banqueiro Salomão.

 E o Banqueiro Salomão,

Já reduzido a um farrapo,

Apenas balbuciou:

- Onde é que eu ponho o casaco?

 Para resistir a isto

Precisa um homem ser santo;

E ela não lhe deu tréguas

Cantando-lhe o "Quarto Canto".  

 Canto Quarto

 Põe-no além em cima da cadeira,

Vem;  abraça meu corpo perfumado

Que exala o odor da cerejeira

Da mirra e do incenso… Oh! meu amado.

 As Persianas corridas

E o reposteiro fechado

Coavam uma luz difusa

Que convidava ao pecado.

 E quem passava lá fora

A dois passos mesmo á beira,

Não lhe passava pela ideia,

Semelhante escandaleira.

 Tirou os sapatos altos

Com um sadismo estudado

Cada movimento dela

Tinha um sabor a pecado.

 Suas meias eram pretas

Como manda a tradição,

Negras como a barba dela

E as barbas de Salomão.

 Sentou-se à beira da cama

Descalçou-as lentamente,

Recitando o Canto quinto

De todos o mais pungente.

Canto Quinto

   A sábia carícia dos teus dedos

Produz em mim a estranha sensaçã

Caramba! Lá me caiu outra malha!

Isto é que é uma gaita Salomão!

  Em ceroulas o Salomão

Murmurou palavras ternas

Que as meias não importava

O que importava eram as pernas.

 Como dois pilares do Templo

As pernas de Sulamina

Eram perfeitas, esguias

Tratadas a bronzalina.

 Nesses pedaços de carne

Salomão ousadamente,

Pôs a a ponta de dois dedos

E comprimiu levemente.

 Ela soltou um gritinho

De dor e fingindo espanto,

E, ao ouvido, baixinho

Impingiu-lhe o sexto canto.

 Canto Sexto

  São os teus afagos manjar de boda

Agradeço a Deus porque me encontras-te,

Cuidado que estás a arranhar-me toda!

Ah! Malandro que não te barbeaste.

  Falou de maneira terna

Sorriu de terna maneira,

E colocou uma perna

Em cima duma cadeira.

 Tirou o cinto das ligas

Lentamente devagar,

Tirou as calcinhas pretas

Pouco mais tinha para tirar!

 Salomão estava grogue,

Parecia petrificado

Com as ceroulas vestidas

E com um sapato calçado.

 As ceroulas eram brancas

Eram cem por cento lã

Do melhor que se fabricou

Na fábrica da Covilhã.

  Eis que é chegado o momento

De pormos um ponto final,

Rematando o episódio

Da maneira bem moral.

 Pois é bem nosso costume

E já o Eça o fazia

Embrulhar toda a verdade

No manto da fantasia.

  Para tornar isto moral

No ponto em que as coisas estão

É preciso muito caco

E muita imaginação.

 Precisamente na altura

Em que entravam na cama,

Ouviu-se bater à porta

E apareceu um «paisana».

 A seguir entraram mais

Quatro tipos de cacetete,

Parecia um orfeão

A cantar o Canto Sete.

 Canto VII

  Nós somos da brigada dos costumes

E andamos na fiscalização.

Viemos prender esta menina.

Faça um favor e vista esse roupão.

  Salomão, aborrecido,

Esquecendo a educação,

Ergueu os braços ao céu

E soltou um palavrão.

 Os policias não gostaram

Daquela observação,

Um deles, mais expedito,

Aplicou-lhe um bofetão.

 Salomão vestiu as calças

E abotoou a carcela.

O pobre nunca se vira

Em situação como aquela.

  Os policias, atrevidos,

Deram alguns apalpões.

Sulamina deu gritinhos

E soltou exclamações.

 Ali foram acusados

De praticarem o Coito

A cortezã defendeu-se

Cantando-lhe o CANTO OITO.

 Canto VIII

  Este homem é meu e eu sou dele

O nosso amor é ingénuo e sem malicia

A afeição entre duas criaturas

Não creio seja um caso de policia.

 Vamos lá é despachar,

Disse o chefe da brigada.

-Põe o vestido e os sapatos

Não fiques p´raí pasmada.

 E você, faça o favor,

Disse para Salomão,

De me dizer o seu nome,

O estado e a profissão.

 Salomão é o meu nome

E o estado é solteiro;

Tenho cinquenta e três anos;

A profissão é banqueiro.

 Quando ouviu dizer isto,

O "pasma" ficou passado,

Uma bronca como aquela

nunca tinha imaginado.

 Pois tudo quanto encontrava

Em casas de perdição

Eram sujeitos vulgares

Que não tinham posição.

Desculpe Vossa Excelência,

Por o termos perturbado.

Não teria vindo aqui

Se tivesse adivinhado.

 Mas fique à sua vontade,

Nós vamos já retirar.

Foi um engano tremendo,

Peço p´ra nos desculpar.

Agora que estou vestido,

Creio que não vale a pena

Recomeçar outra vez:

Repetir a mesma cena.

 Como homem de princípios,

Creio que é meu dever

Aconselhar o senhor

A que deve proceder.

 E dizendo estas palavras,

Saiu do quarto feliz,

Entre as vénias dos policias

E a raiva da meretriz.

 Mal refeito do encravanço,

O chui voltou-se p´ra dama

Que aguardava a sua sorte

Sentada à beira da cama.

  Começou com modos meigos:

Como se chama a menina?

Estarei a conhecê-la?

Não será a Sulamina?

 Ela ergueu os olhos grandes

Para o policia, assustada.

Lia-se-lhe na expressão

Que estava muito enrascada.

 Com ar de submissão

Dum cão a olhar p´ró dono,

Soltou um fundo suspiro

E gemeu o CANTO NONO.

 Canto IX

  Ninguém já pode amar tranquilamente

Sem a policia vir coscuvilhar,

Seja amável comigo, senhor guarda

Faça que não vê… deixe-me cavar.

 Cale-me já essa boca

Que começo a ficar bera,

Acabe lá de se vestir

Que está a ramona á espera.

 A dona da hospedaria

Estava no patamar

Ladeada de dois chuis

E com olhos de chorar.

  Escostadas à parede

Estavam sete outras damas

Que tinham sido encontradas

Metidas em outras camas.

  E lá marcharam as oito

Mais a dona da pensão,

Para a ramona que as esperava

Para as levar ao Cangarrão.

  As vizinhas estavam todas

A espreitar às janelas,

E diziam entre si

“Lá vão aquelas cadelas”.

 Depois que o carro partiu

Cada qual se recolheu,

E fecharam-se as janelas

Entretanto escureceu.

 

PS:

   Já tinha escurecido

Quando o profeta Isaias

Apareceu naquela rua

Para ir à casa das tias.

 Deu com as ventas na porta.

Ficou muito admirado.

Mas a porteira do prédio

Deixou-o logo informado.

 Então o senhor não sabe

O que foi que se passou?

Isaias não sabia

E ainda se admirou.

 Embora fosse profeta

Não havia adivinhado

Que as meninas foram presas

E a casa tinha fechado).

 Pois veio aí a ramona

 Á cata de uma menina,

E fizeram uma rusga

À pensão da Dona Lina.

  Voltou para casa o Isaias,

Ia mais triste que a morte.

E nassa terrível noite

Lá dormiu com a consorte. 

 

 fim

 

03
Ago21

Momento de Poesia

Alegria

A Esmola do Pobre

 

Nos toscos degraus da porta

De Igreja rústica e antiga,

Velha, trémula mendiga,

Implorava compaixão.

 Quase um século contado

De atribulada existência,

Ei-la, enferma e na indigência,

Que à piedade estende a mão.

 Duas crianças brincavam

À distância na alameda;

Uma trajava de seda,

Doutra humilde era o trajar.

 Uma era rica, outra pobre;

Ambas louras e formosas;

Nas faces a cor das rosas,

Nos olhos o azul do ar.

 A rica ao deixar os jogos,

Vencida pelo cansaço,

Viu a mendiga, e ao regaço

Uma esmola lhe lançou;

 Ela recebeu-a, e a criança

Que a socorre compassiva

Em prece fervente e viva

Aos anjos encomendou.

 Dum ligeiro sentimento

De vaidade possuída,

A criança mal vestida

Disse à do rico trajar:

 - "O prazer de dar esmolas

"A ti e aos teus não é dado;

"Pobre como és coitado!

"Aos pobres o que hás-de dar?"

  Então a criança pobre,

Sem mais sombra de desgosto,

Tendo o sorriso no rosto,

Da igreja se aproximou;

 E após, serena, em silêncio,

Ao chegar junto da velha,

Descobrindo-se, ajoelha

E a magra mão lhe beijou.

  E a mendiga alvoraçada,

Ao colo os braços lhe lança,

E beija a pobre criança,

Chorando de emoção.

 É ssim que a caridade

Do pobre ao pobre consola.

Nem só da mão sai a esmola,

Sai também do coração.

 

Adeus Amor

 

Flor menina tão querida

Nunca mais penses em mim

Vou sair da sua vida

Pois a vida quis assim

Vou chorar a realidade

Nas esquinas da saudade

No começo do meu fim.

Mas não chores vida minha

Tenhas sempre na memória

Dentre todas és rainha

A beleza é tua glória

Dá-me Adeus e um abraço

Pois aceito o meu fracasso

Pra fazer tua vitória.

Brisa mansa que me afaga

Ameniza o pranto meu

No horizonte o sol se apaga

Como a luz dos olhos teus

Ouço ao longe Ave-Maria

Cai a tarde em agonia

No meu último adeus.

Adeus minha doce amada

Linda flor da natureza

Seguirei minha jornada

Pelos mares da incerteza

Levarei comigo sempre

 

O meu peito sorridente

Carregado de tristeza

Adeus vilas, adeus flores

Adeus tardes de calor

Adeus parque dos amores

Sonho azul encantador

Como dói a realidade

Oh meu mundo de saudade

Para sempre: ADEUS AMOR

 

 

22
Jul21

Momento de Poesia

Alegria

 A Vida III

 

Quando a vida se transforma

Num autentico inferno;

Deixa de brilhar o sol

E só  há  outono e inverno.

 

Não tem mais o perfume

Da encantadora primavera;

Não se sente mais o lume

De algo que se tivera.

 

Quando chega a trovoada

Insultando o nosso coração;

Deixando nossa alma molhada

A rolar ali pelo chão.

 

Vida sem ter um verão

Risonho e cheio de calor;

Vazia de grande paixão

Despida do lindo Amor.

 

Qual pétala caída do ramo

De rosas que te encantaram;

Com seu perfume ufano

E em espinhos se transformaram.

 

Vida de caminhos tortuosos

Com o escuro a espreitar;

Onde não há olhos carinhosos

Para ti sempre a olhar.

 

Vida assim para quê  vive-la

Onde a felicidade jamais existe ;

Se não podemos agora tê-la

Estando o nosso coração triste?

 

Autor: João (Alegria) Rodrigues

 

 

Aquele Velhinho

 

Naquele banco de jardim

Com os olhos postos em mim

Está um velhinho sentado

Com ar triste e cansado

Sorriu e disse-me assim.

 

 Contou-me ele que um dia

Teve muita saúde e alegria

Mas agora tudo isso lhe faltou

E a vida dele se mudou

Transformando-se em agonia.

 

Disse-me então com tristeza

Foi assim que a Natureza

Ditou o meu caminho

Vivo só e sem carinho

Sozinho sentado à mesa.

 

Não tenho por quem chamar

Nem à noite nem ao levantar

A família já não existe

Só este banco que é tão triste

Me ajuda a vida a passar.

 

Esta vida de abandono

Que me vai tirando o sono

Pensando na família que tive

E que para mim já não vive

E me lançou no abandono.

 

Vós que sendo simples mortais

Se ainda tendes vossos pais

Dai-lhes carinho e afeição;

Pois neste mundo de ilusão

Podeis passar por coisas tais.

 

Autor: João (Alegria) Rodrigues

17
Jul21

Momento de Poesia

Alegria

Suprema Luz

 

Vai coração, vai pelo mundo além,

E ao ouvires uma voz por ti chamar

Queda-te aí suspenso, a enxugar

As lágrimas que vires no rosto de alguém.

   A tua mão meiga e piedosa

   Estende-se ao recanto mais distante,

   Onde ecoar o grito mais alucinante

   Ou se oculte uma dor silenciosa.

E se vires uma cruz por entre escombros

A ser arrastada em sangue, em prostração,

Renova em ti as forças, coração

E ajuda-a a levar sobre os teus ombros.

   Não tenhas medo, não, do sangue derramado

   Por onde passares a Luz do Bem

   Mesmo que em troca recebas desdém

   Mesmo que fique tu depois sangrado.

Rasga-te em caridade e carinho

E com todos reparte o teu amor,

Sê como que uma bênção do Senhor

A semear estrelas no teu caminho.

   Faz de ti uma fonte cristalina

  A refrescar a sede a toda a gente

   Uma brisa que afague docemente

   Como uma branda aragem matutina.

Seja uma chama de ouro o teu sofrer

Seguindo Deus em Seus Divinos passos,

Acolhe o mal do mundo em teus braços

Verás que vale a pena viver.

   O tempo mata a ilusão mais terna

   E tudo é pó e cinza, vida além,

   Só a suprema luz, a Luz do Bem

   Só essa coração, é que é eterna.

 

 

13
Jul21

Anedotas

Alegria

Anedotas 

A Cerveja e a Campanha

 

Um tipo levou a namorada para uma praia deserta. Desaperta-lhe o top do biquini e ela começa a refilar porque ali não dava jeito, que havia muita areia, que ainda se arranhavam e ia entrar areia por todo o lado, etc... O rapaz disse então: - Calma! Não há nada que não se resolva!!!

E foi ao carro buscar uma grande toalha da Super Bock, que estendeu. A namorada deitou-se em cima da toalha. Ao puxar-lhe a cueca do biquini, uma rajada de vento levantou a ponta da toalha e ela reage novamente, dizendo que se iam encher de areia, que a toalha voava, que se arranhavam, etc...

E ele: - Calma! Tudo se resolve.

Foi ao carro e trouxe 4 latas de Super Bock, colocando uma em cada canto da toalha, para esta não esvoaçar.

Como ela estava sempre a implicar com tudo, teve a ideia de trazer também uma venda do carro e para lhe pôr à volta dos olhos.

Continuaram...

Já a rapariga estava nua, quando perguntou: - Trouxeste preservativo?

E o namorado:

- Aqui não tenho, vou buscar ao carro.

Enquanto foi ao carro, passou um gajo que andava a fazer 'jogging'. Ao deparar com a tipa nua e vendada, deitada na toalha, primeiro aproxima-se, começa a mexer e, como ela não se nega, não hesita e 'por aqui me sirvo'!!!

Após ter comido a menina, afasta-se e diz: - Fo......-se!

Com uma campanha destas, agora é que eles rebentam mesmo com a Sagres...

 

A Criada

 

Uma transmontana vem trabalhar pra Lisboa.

Quando vai fazer limpeza ao quarto, debaixo da cama tira o penico e lá

dentro encontra um preservativo, fica pasmada, nisto entrou a patroa que lhe

perguntou o porquê do espanto:

Oh minha xenhora tou a ver uma coisa que me faz espéchie

Ah! Então é isso! Ouve lá maria na tua terra não se fo…?

- Fo… sim minha senhora e de que maneira! Não tiram é a pele ao Car…    

 

A Professora Antónia

A professora Antónia, via-se aflita com a sua turma de alunos.

Eles eram os mais endiabrados que se possa imaginar.

  Um dia ao entrar na sala, vê um pénis desenhado no quadro.

Rapidamente apaga po desenho.

  No dia seguinte, outra vez o mesmo desenho, mas maior que o primeiro.

Nervosamente, dirige-se ao quadro e, energicamente, apaga-o.

  No outro dia, mal entra na sala, vê logo o que era bem visível,

pois dessa vez o desenho ocupava o comprimento quase todo do

quadro. A professora pega no apagador e, ferneticamente,

faz desaparecer o desenho.

  Quando no dia seguinte, entra na sala, olha de soslaio para o

quadro e, finalmente, desaparecera o desenho que a trazia tão nervosa.

Contudo, reparou que, estava algo escrito. Aproximou-se e leu:

"Já reparas-te que, quanto mais me esfregas...mais eu cresço!"

13
Jul21

Momento de Poesia

Alegria

As Cartas

 

Cartas são papeis

Por vezes bem cruéis

Que amachucam o coração

São cruéis como punhais;

Ferindo os pobres mortais

Não têm dó nem compaixão.

 

Também as há com perfume

Mas queimam como o lume

A nossa sensibilidade;

Prometem amor eterno

Mas transformam num inferno

A nossa felicidade.

 

Cartas de diferentes formatos

Que são puros retratos

Da nossa vida austera;

Depositadas no correio

Ou entregues por outro meio

Estão ali à nossa espera.

 

Cartas bem fechadas

Com mil palavras abafadas

O velho baú ali guardou;

Correspondência dos tempos

Que lembram os bons momentos

Que entre nós se passou.

 

Cartas são recordações

De alegrias e paixões

Que a nossa infância viveu;

São alegres melodias

Que tocamos todos os dias

Em que o nosso amor viveu.

 

Autor: João (Alegria) Rodrigues

 

Coração  de pedra

 

Quem me dera poder sentir

O bater forte do teu coração;

Viver com esperança e sorrir

Ter na vida uma ilusão.

 

Ser água  cristalina a correr

Pelo teu corpo abundantemente;

Sentir o efeito do prazer

A viajar na minha mente.

 

Passear pelo teu corpo

Como que em peregrinação;

Pelo caminho de algum horto

Sentir-me como um hortelão.

 

Sentir teu corpo a vibrar

Como que a chamar por mim;

E quando à  noite me deitar

Sentir o teu carinho sem fim.

 

 

 

 

 

 

Viver a teu lado com firmeza

Pensando na nossa felicidade;

Disfrutando a tua beleza

Ter de ti toda a bondade.

 

Eternamente enamorado

Como do romance é o escritor;

Viver sempre por ti apaixonado

Dedicando-te um grande amor.

 

Se tu soubesses quanto é duro

Viver sem sentir de ti o amor;

É  como que não  ter futuro

Vivendo prisioneiro duma dor.

 

Coração de pedra tosca do monte

Que não deu para lapidar;

Sem caminho ou horizonte

Porque não te deixas amar.

 

Autor: João Alegria Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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