Sábado, 29 de Novembro de 2014
Por terras de Portugal
   Trancoso
 
As professias do sapateiro "Bandarra"

bandarra1.jpg

 

    Sente Bandarra as maldades do
mundo e particularmente as de Portugal
 
          I
 
Como nas Alcaçarias
Andam os couros às voltas,
Assim vejo grandes revoltas
Agora nas Cleresias.
 
          II
 
Porque usam de Simonias
E adoram os dinheiros,
As igrejas, pardieiros,
Os corporaispor mais vias.
 
          III
 
O sumagre como a cal
FGaz os couros ser mociços,
Ah! quantos há maus noviços
Nessa Ordem Episcopal.
 
          IV
 
Porque vai de mal a mal
Sem ordem nem regimento,
Quebrantam o mandamento,
Cumprem o mais venial.
 
           V
 
Também sou oficial
Sei um pouco de cortiça
Não vejo fazer justiça
A todo o mundo em geral.
 
           VI
 
Que agora a cada qual
Sem letras fazem doutores,
Vejo muitos julgadores,
Que não sabem bem, nem mal.
 
           VII
 
Borzeguins para calçar
Hão-de ser de cordovães,
Notários, Tabeliães
Tem o tento em apalpar.
 
           VIII
Vê-los-eis a porfiar
Sobre um pobre ceitil,
E rapar-vos por um mil
Se vo-los podem rapar.
 
            IX
 
Também sei algo brunir
Quaisquer laços de lavores;
Bacharéis, Procuradores
Aí vai o perseguir.
 
             X
 
E quando lhe vão pedir
Conselho os demandões,Como lhe faltam tostões,
Não os querem mais ouvir.   (Continua)
 
publicado por Alegria às 17:57
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Diversos
O Cantico dos Canticos: do livro "Vilhena"
           
          Canto I
 
    Beija-me com beijos da tua boca,
Põe uma toalha no abat-jour lilás,
Nos teus braços eu fico como louca,
Desaparta esse colchete atrás.
   Atencioso Salomão,
Desapertou-lhe o colchete;
E a blusa dela tombou
Para cima do tapete.
   Estava um pouco nervoso
Ao descobrir tanto encanto,
Sulamina aproveitou-se:
Cantou-lhe o Segundo Canto.
 
          Canto II
 
   As minhas pernas fremem de desejos,
Apalpa aqui; repara como estou.
Pára um bocadinho com os beijos...
SAi o fecho da saia que enguiçou!
   Muito habilidosamente,
Salomão, já mais ousado,
Em menos de três segundos,
Abriu o fecho enguiçado.
   A saia dela caiu
E foi caindo mais roupa.
Quanto mais roupa caía
Mais crescia a água na boca.
   Vendo a perturbação
Que dominava o parceiro,Não esteve com mai aquelas;
Cantou-lhe o "Canto Terceiro".
   Tu enebriascomo um cacho de uvas
Sumarento das vinhas de Egandi.
Existem recônditos em meu corçpo
Que guardei e reservo para ti.
   Ao mesmo tempo tirava
A combinação rendilhada.
Salomnao apatetado,
Estava sem dizer nada.
   Pois, situação como esta,
Embora seja frequente,
Põe-nos um nó na garganta
Que trava a fala da gente.
   E, naquele jogo insensato,
Dominando a situação,
Reduziu a um farrapo
O banqueiro Salomão.
   E o Banqueiro Salomão,
Já reduzido a um farrapo,
Apenas balbuciou:
- Onde é que eu ponho o casaco?
   Para resistir a isto 
Precisa um homem ser santo;
E ela não lhe deu tréguas
Cantando-lhe o "Quarto Canto".   (Continua)
,
 
publicado por Alegria às 17:16
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014
Diversos
O Cantico dos Canticos do livro "Vilhena"
 
   Em tempos que já lá vão
Na velha rua das Trinas,
Entrava-se por um portão
P´ra uma casa de meninas.
   Foi ali que debutou
A heroínas desta história,
Que no fado se finou
(Deus a tenha em sua Glória).
   Chamava-se Sulamina;
E as doces carícias dela
Levavam os homens ao céu
(Afirmava a clientela).
   Quando veio aquele decreto
Liquidando lupanares,
Mudou-se p´ra poiso incerto;
Passou a viver nos bares.
   É bela a vida dos bares
"Boites" e cabarés;
Mas, fazer ofício disso,
Muito agradável não é.
   Veio-lhe um dia a ambição
De ter a sua casinha,
Com cama para dormir
Onde dormisse sòzinha.
   E ter um colchão de molas,
Garda-fatos e psiché;
Esquentador e fogão,
Quarto de banho e bidé.
   Não viver mais en pensões;
Acabar co´aquele fadário;
Ser dona de casa sua,
Montada por um otário.
   Andava co´esta fisgada
Quando um dia encontrou
O banqueiro Salomão
A quem logo se atirou.
   Combinaram encontrar-se,
Longe da vista das gentes,
Numa pensão "muito limpa,
Com águas frias e quentes".
   E, já co´a determinação
De extorquir o dinheiro
Ao otário Salomão
Cantou-lhe o "Canto Primeiro".   (Continua)
 

  

publicado por Alegria às 20:14
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014
Anedotas

Falar português

Numa das escolas problemáticas de Lisboa, onde há alunos de vários estratos sociais, durante uma aula de português, a professora perguntou:

- Qual o significado da palavra ÓBVIO?

Cátia Vanessa, uma das alunas mais aplicadas da classe, sempre muito bem vestida, ar de menina bem, respondeu:

- Senhora professora, hoje acordei bem cedo, ao nascer do sol, depois de uma óptima noite de sono no conforto do meu quarto.

Desci a enorme escadaria da minha vivenda e fui à copa onde tomei o pequeno almoço. Depois de deliciar-me com as mais apetitosas iguarias fui até a janela que dá para o jardim.

Vi a porta da garagem aberta e que lá se encontrava guardado o FERRARI do meu pai.

Pensei cá com os meus botões:

- É ÓBVIO que o papá foi trabalhar de Mercedes.

Luis Cláudio, aluno de família classe média, não lhe quis ficar atrás e disse:

- Professora, hoje não dormi nada bem porque o meu colchão é um bocado duro, mas apesar disso ainda consegui dormir.

Tinha ligado despertador e por isso acordei a horas.

Levantei-me cheio de sono, comi um pão torrada com manteiga e tomei café com leite.

Quando saí para a escola vi o Fiat do meu pai parado na garagem.

Disse cá pra comigo:

- É ÓBVIO que o pai não devia ter gasolina e foi trabalhar de autocarro.

Embalado na conversa, Washintun Jefersun Júnior, um preto da Cova da Moura, também quis responder:

- Fessora, hoje eu quase num dormi porque houve confusão lá na minha rua, com tiros e tudo.

Só acordei de manhã porque tava a morrer de fome, mas num havia nada pra comer lá no meu barraco. Espreitei pela janela e vi a minha vó vestida com a camisola do BENFICA e com o jornal debaixo do braço e pensei:

- É ÓBVIO que ela vai cagá. Num sabe lê.

publicado por Alegria às 21:26
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014
Curiosidades

A MULHER E A GRAMÁTICA

 

A mulher é um adjectivo que precisa de concordar com o substantivo homem, para estar gramaticalmente na sociedade.

O namoro é um advérbio de tempo com um complemento terminativo - o casamento- sendo os arrufos orações incidentais no periodo adoração.

Quando alguns pensam em tomar esposa, procuram logo a oração principal - o Dote.

Quantas vezes um rapaz deixa de casar, porque a proposição pede depois um complemento transitivo - o automóvel.

Uma solteirona bem consevada é um pretérito perfeito e uma já entrada na idade, é um pretérito imperfeito.

Uma dessas priminhas, que logo aos treze anos começa a gostar do priminho, porque os pais vêm nele um casamento de conveniência, é um futuro condicional, que se torna futuro absoluto se aparece outra mulher que saiba cativar o priminho.

Quando se faz uma declaração de amor, conjuga-se o verbo no modo indicativo do tempo presente.

Quando um pai anda na faina de casar as filhas, é como se trata-se da conjugação.

Tanto se pode dizer: o meu amor como o meu complemento objectivo.

A arte de conduzir com sossego um negócio de amor, chama-se "sintaxe".

Um pai, que vai tirar informações do namoro da filha, está fazendo a análise da oração e procura conhecer o sujeito.

Estudar a estimologia de uma mulher, é ver quais os namoros que ela tem tido.

Uma mulher corpulenta e espadaúda é um superlativo de mulher.

Uma criaturinha pequena e muito leve, é um diminuitivo perfeito.

Quando um pai proibe expressamente a filha que namore determinado rapaz, põe ponto final no periodo; mas ela, às vezes, muda-o para uma vírgula.

A criada que leva as cartas, é um verbo auxiliar.

A mulher quando fala do seu namoro pode dizer: o meu substantivo próprio. Os olhos às vezes, dizem amor e a boca modifica esse sentimento.

Há mulheres que nunca amaram: são verbos substantivos, não pedem complemento objectivo, quando muito têm atributo.

Os homens que namoram varias mulheres ao mesmo tempo, são substantivos comuns.

publicado por Alegria às 21:25
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2014
Anedotas

 

 

A Rapidez

 

Um maluco telefona para o corpo de bombeiros:

Venham depressa que o auspicio está a pegar fogo.

Poucos minutos depois, eis que chegam os bombeiros

com meia duzia de carros ruidosamente ao auspicio.

O comandante pergunta então ao maluco que se encontrava

junto ao portão de entrada:

- Onde está o fogo?

Resposta muito pronta do maluco:

Vocês vieram tão rápido que eu não tive tempo

de o acender.

 

publicado por Alegria às 18:40
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Domingo, 23 de Novembro de 2014
...

 

 

 

 

MORRESTE? COMO É QUE MORRESTE?

Duas amigas encontram-se depois de mortas e uma pergunta a outra: - Como é que morreste? - Congelada! – Ai que horror! Como é que é morrer congelada?? - No começo é muito mau. Primeiro são os arrepios, depois as dores nos dedos das mãos e dos pés, tudo congelado... Mas depois veio um sono muito forte e depois perdi a consciência... E tu, como morreste? – De ataque cardíaco. Estava desconfiada que o meu marido me traia. Um dia cheguei a casa mais cedo. Corri até ao quarto e ele estava na cama, calmamente vendo televisão. Desconfiada, corri até a cave, para ver se encontrava alguma mulher escondida, mas não encontrei ninguém. Corri até ao segundo andar, mas também não vi ninguém! Subi ao sótão e, ao subir as escadas, toda rebentada, tive um ataque cardíaco e caí morta... - Caramba, que pena.... Se tivesses procurado na arca, nós as duas ainda estávamos vivas!!!

publicado por Alegria às 21:27
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