Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
PORTUGAL
 Pus-me um dia a percorrer
este lindo PORTUGAL,
pois queria ver e sentir
seus encantos sem igual.
  Fui e vi campos no Minho
  sempre mimosos e frescos,
  e vi as gentes minhotas
  com seus trajes pitorescos.
Em Trás-os-Montes alpestres
com os seus vales sombrios,
vi águas dos altos montes
despenharem-se nos rios.
   E no Douro verdejante
   com vinhedos e choupais,
   ouvi rouxinóis à noite
   cantar suspiros e ais.
Nas acidentadas Beiras
vi brilhar a branca neve,
perto das "Penhas Douradas"
onde o ar é já mais leve.
   Percorri a Estremadura
   Que lindas e férteis campinas,
   onde cresce o loiro trigo
   e pastam vacas turinas.
No Alentejo vi as messes
ondeando como o mar.
e muitas casinhas brancas
como noivos a noivar.
   E mais ao sul no Algarve
   terra das amendoeiras,
   vi os quentes e doces frutos
   que pendem lá das figueiras.
Mas não pára aqui o encamto
que deslumbra o meu olhar.
Vamos meu coração vamos
para terras de além- mar.
   Onde os Açores emergem,
   como pérolas preciosas
   e onde a ilha da Madeira
   tem o perfune das rosas.
E de tudo quanto vi
trouxe esta impressão final :
Que não há terra tão linda
como o nosso "PORTUGAL". 
          João Rodrigues          (Alegria)
publicado por Alegria às 17:16
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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007
PÁGINAS DA VIDA

             

                  QUEM SOU EU?     (Episódio nº 15)
    Outubro de 1969:  Surge um convite para passar um fim de semana em Lisboa; uma senhora que sendo natural da minha terra, estava a residir em Lisboa e conseguiu convencer-me a viajar com ela até à capital.
      Partida:  Sezures, Penalva do Castelo; chegada: Lisboa, Olivais Sul; passado o fim de semana e chegada que é a Segunda Feira, compra-se o jornal, folheamos e encontramos anúncios de trabalho e, qual não foi o meu espanto, encontro-me a responder a um anúncio e logo no dia seguinte comecei a trabalhar nesse tempo à semana, depois mais tarde à quinzena e posteriormente ao mês.
      Familiarizei-me com a cidade, corri muitas vezes as ruas a pé para as conhecer melhor e, quando dei por mim estava agarrado a um camião a percorrer cidades, vilas e aldeias o que na giria se diz "comer alcatrão";  andei por caminhos velhos e estradas de má qualidade, vi nascer estradas nacionais, vi nascer auto-estradas, até vi construir portagens e pontes, comi o pão que o "Diabo" amassou, aturei muito filho da mãe, tive até patrões sem qualidade alguma, capazes de vender a alma ao Diabo, que depois de roubarem o estado, fecharam as empresas e mandaram os empregados para a rua pura e simplesmente com as mãos a abanar.
       Hoje no desemprego, e depois de quarenta anos de trabalho e de luta pela sobrevivência e sem conseguir enriquecer, pois dizem que o trabalho enriquece mas eu tenho certas dúvidas que isso seja verdade porque nunca vi alguém que só e a trabalhar honestamente conseguisse enriquecer, mas as coisas são assim e tem que haver alguém mais habilidoso para poder entrar pelas malhas da lei porque é para isso que as leis servem.
                  
                    João Rodrigues           (Alegria)
    
publicado por Alegria às 21:00
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007
VIDA DE SOLDADO

              

   AS MINHAS MEMÓRIAS
 
Batem leve... levemente...
  Na janela da caserna...
     Será chuva...será vento...
          Ou será o Sargento...
               Que me anda já à perna?
Ah! que bom este sonhar...
    Com o vento a embalar...
       E o  luar de Janeiro!
              A minha cama dormente...
E eu lá dentro, suavamente,
    Agarrado ao travesseiro...
        Mas... aí vem o temporal...
              Ribomba o trovão lá fora...
Eu sinto um empurrão tal ...
     Que abro o olho direito...
          E...disfarço com muito jeito...
               É o Sargento de Dia...
Que sempre teve a mania...
      De me vir tirar do leito...
           E dizer com grande lata...
                Éh! malandro, está na hora
Vamos descascar batata.
     Triste vida a de um soldado
           Malfadado
                A quem não guardam respeito,
Mesmo que tenha direito
       De ser alérgico à batata.
 
 
              ( Das Minhas Memórias)
                         João Rodrigues          (Alegria)
publicado por Alegria às 22:27
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Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007
PÁGINAS DA VIDA

 

                             QUEM SOU EU?   (Episódio nº 14)
     Continuando ainda no Campo Militar de Santa Margarida e ao serviço do Quartel General da 3ª. Divisão fui passando o tempo como era possivel, sempre a percorrer os outros quarteis que ali existiam, tais como o C I M  (Comando de Instrução Militar),  o B E nº. 3 (Batalhão de Engenharia nº 3) , o R C 4 (Regimento de Cavalaria nº 4) e também os diversos aquartelamentos de Companhias que ali faziam a instrução  (I A O) para depois seguirem para o Ultramar Português para diziam defenderem as "nossas colónias", o que final não valeu de nada pois tudo era um sonho e uma maneira esquisita de muitos ganharem dinheiro à custa dos pobres militares miudos que eram os que guardavam as costas aos graúdos e lhes enchiam as algibeiras pois cada ida ao ultramar era uma promoção e dai um aumento de salário, por isso é que muitos ofiais passavam a vida cá e lá à procura de investimento salarial e não só, pois os negócios que daí provinham também eram chorudos, muitos oficiais viveram à grande fazendo fortuna à custa dos desprotegidos militares pequeninos que lhes serviam de trampolim para as caçadas de valores que dali vinham,
         Tudo isso acabou; as terras foram entregues aos donos e nós cá estamos a refletir se valeu a pena morrer e matar por uma coisa que não era nossa.
          Como eu já referi, não precisaram de mim lá no ultramar, e, acabei por cumprir o meu tempo militar todo cá dentro de portas ou seja no "Continente"; aprendi muito, passei bons momentos de camaradagem, tanto com praças como com  oficiais das mais altas patentes com quem eu sempre me entendi muito bem e respeitei, daí eu ter obtido a 1ª. Classe de Comportamento averbada da minha Caderneta Militar de que me orgulho muito. 
         Fui um militar cumpridor das minhas obrigações, por isso numca passei da cepa torta nunca ganhei dinheiro com a tropa que pudesse comer na vida civil, por isso uns meses antes de acabar o meu tempo de obrigação militar resolvi com a devida autorização do então Chefe do Estado Maior do Quartel General onde eu estava a prestar serviço, o Tenente Coronel Dias Gomes, um homem muito compreensivo para os seus subordinados; - ausentava-me eu então do quartel  três dias por semana durante dois meses tempo este necessário para eu obter a carta de condução automóvel para
poder enfrentara a vida civil  depois de acabar a vida militar.
        Chegou o mês de Maio de 1969, - 21 de Maio de 1969, momentos finais de uma época, é chegada a tão esperada hora de fazer o espólio do fardamento que me tinha sido emprestado (sim emprestado) porque toda aquela trapalhada de roupa que eu usei durante três anos ao serviço da Pátria não era minha mas sim do Estado Português por isso eu tive que a devolver sem que lhe faltasse um botão que fosse.
         Finda esta cerimónia de entrega do espólio e com a respectiva guia de viagem, regressei então à minha "Terra Natal" para começar uma nova vida e feliz por ter cumprido a minha obrigação "MILITAR".
                                     (CONTINUA)
          
publicado por Alegria às 17:33
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Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007
COMENTÁRIO

                                          

                          AS CRIANÇAS                             
                                                 
    Tanto se fala nas crianças e nos direitos que elas têm ou que elas deveriam ter, mas na hora de fazer algo por elas todos se esquecem que as mesmas existem.
     As Instituições existem para viverem delas, os governantes falam nelas para poderem atingir os seus objectivos, os vizinhos desconhem a sua existência e até os próprios familiares as abandonam ao sabor da sorte seja ela boa ou má.
     Há por acaso na vida, coisa mais linda que o sorrriso de uma criança?
     Já pensaram que não é preciso muito para fazer uma criança "Feliz"?
     Lembrem-se só que tambem já fomos "Crianças" e, como é belo ver uma criança a sorrir e a brincar, - quais "Borboletas" a enfeitar um jardim pousando nas papoilas encarnadas contrastando com as suas variadas cores; assim sãos as crianças quando estão felizes.
     Também já fui criança e como eu era feliz ao fazer os meus próprios "Brinquedos".       Há dias fiquei estupefacto e feliz por ver ali mesmo junto ao Coliseu de Lisboa diversos grupos de crianças, acompanhadas como é normal com as suas educadoras e coisa rara um dos grupos levava a acompanhá-los uma agente da Polícia de Segurança Pública e como ela ia atenta ao serviço que  ali ia a desempenhar.
  
     Por isso lembrem-se que é fácil fazer feliz uma criança.        
 
                         João Rodrigues              (Alegria)
     
    
    
publicado por Alegria às 21:29
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Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007
PÁGINAS DA VIDA
                          QUEM SOU EU?  Episódio Nº 13
       Estamos então no ano de 1967; chega a noticia da minha promoção a 1º. Cabo, a qual já contava desde 1 de Setembro de 1966, por isso com efeitos retroactivos desde essa data; passo eu então a auferir o bombástico "Pré" ou seja "ordenado" de 90$00 mensais, que depois de deduzidos os respectivos impostos de 1$50, ficariam líquidos  uns chorudos 88$50; e, passou assim a ser o meu vencimento de militar enquanto estive nessa situação.
         O tempo foi decorrendo, com bons momentos de camaradagem tanto a nível de praças como de oficiais, pois mais pareciamos uma familia do que um quartel militar.
         Foi este o melhor tempo que passei durante a minha vida militar; sendo escriturário a minha vida esta facilitada pois nunca soube o que era estar numa guarita a fazer reforço ou a fazer sentinela a uma "Porta de Armas", era um autêntico empregado de escritório com um horário de luxo, das 9h00 às 17h00.
          Sabem que eu até gostava de encontar velhos camaradas desse tempo para podermos confraternizar recordando essa passagem por lá; por esse motivo eu até vou deixar neste blog o endereço para que se algum indivíduo que tenha estado comigo no "Quartel General da 3ª. Divisão em Santa Margarida" nos anos de 1967/68/69 e, se lembre do 1º. Cabo Esdriturário da 2ª Repartição (Rodrigues) e queira dar sinal de vida para podermos reviver alguns momentos dessa época; - deixo então o endereço que é o seguinte:   joao-alegria@hotmail.com 
           
              Continuando cam a narração destes episódios,  tenho ainda que destacar alguns nomes  como: o "Braga" da 1ª. Repartição. O "Fernando" da 3ª. Repartição ,  os condutores-auto: - Matos, Rodrigues e outro que agora não tenho em mente o nome  e que eram dalí da zona de - Torres Vedras; e, que me perdoem os outros que eu não mencionei pois os nomes fugiram-me da memória, mas que a quem se estende também  o mesmo conteúdo, por isso deixo para todos um saudoso abraço e, se porventura lerem este blog entrem em contacto comigo pois serão bem recebidos.
                                                           
                                                           (CONTINUA)
      
publicado por Alegria às 12:09
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